O telefonema que mudou tudo
Um dia, o primo de Ana Carina ligou: “Tenho um amigo com um pug que precisa de um lar...” Ana Carina suspirou, mas o coração já estava amolecido.
Instituto Ana apresenta
Um conto de amor e superação. Guri chegou tremendo, magrinho e sem conseguir andar. Mas, com muito amor e teimosia, aprendeu a dar os primeiros passinhos — e nunca mais parou.
Uma história que virou símbolo
A história do Guri começou com um telefonema e se transformou em uma lembrança diária de que acolhimento, cuidado e persistência podem mudar caminhos.
Um dia, o primo de Ana Carina ligou: “Tenho um amigo com um pug que precisa de um lar...” Ana Carina suspirou, mas o coração já estava amolecido.
O homem trouxe o cachorro no colo e o colocou no chão. Era lindo, mas tremia e mal conseguia andar.
“Não, eu vou ficar com ele!”, disse Ana Carina. O cachorro se chamava Frank — mas logo todos passaram a chamá-lo de Guri. E Guri ficou!
Guri tinha um jeito bem especial de ficar parado: sentado direitinho, como uma pessoinha. Não de ladinho como os outros cachorros. Bem sentado, com aquele pescoço enorme, olhando tudo ao redor.
Na casa da vovó, a solução foi descoberta: bife de fígado, cenoura e leite em pó na ração. Muita nutrição para fortalecer os ossinhos do Guri. A vovó sabia de tudo!
Poucos meses depois, algo incrível aconteceu. Guri parou de tremer. Parou de babar. E então... deu os seus primeiros passinhos!
Uma patadinha aqui, outra ali. Cambaleando, mas andando. Guri estava aprendendo a ser Guri.
A Maia tinha um truque: subia a escada rapidinho e ficava lá em cima, olhando para o Guri cá embaixo. E o Guri chorava, chorava...
Foram quatro meses para subir e mais quatro para descer. Mas o Guri nunca desistiu.
Com o tempo, Guri foi ficando forte e corajoso. Começou a passear pela rua, visitar os vizinhos e dar volta na quadra. Todo mundo o conhecia e adorava.
“Eu nunca vi um cachorro andar assim, tão solto e feliz!”, diziam as pessoas.
O Guri participa de todas as aulas do Instituto ANA — uma escola de Design de Interiores. E, nos eventos sociais, ele ajuda a entregar as pulseiras do Projeto Estou Aqui, uma iniciativa criada para cuidar e identificar quem precisa de proteção.
“Às vezes a vida nos coloca no chão, tremendo sem saber o que vai acontecer. Mas, com amor, cuidado e muita teimosia, a gente aprende a andar de novo. O Guri aprendeu. E você também consegue.”
A história continua
O Projeto Estou Aqui distribui pulseiras simples de identificação para crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. Cada pulseira carrega o nome da pessoa e o contato do seu responsável — um gesto simples que pode fazer toda a diferença.
A venda do livro A História do Guri apoia o projeto social e ajuda a levar mais pulseiras para quem precisa.
Ver o projeto no siteTexto: Ana Carina Estevam de Borba
Projeto gráfico: Instituto ANA de Educação
Ilustrações do livro: geradas por Inteligência Artificial.
Xangri-Lá, Rio Grande do Sul — Brasil.
Educação que forma. Cuidado que transforma.